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    18 min de leitura
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    Melhor CNAE para médico, dentista e psicólogo em 2026

    Para 2026, o melhor CNAE para médicos, dentistas e psicólogos é o de serviços de saúde em consultório, pois permite ISS menor, melhor uso do Simples e Fator R.

    10 de janeiro de 2026Atualizado em janeiro de 2026

    Dados em Destaque

    1.368.312

    recibos de despesas com saúde foram emitidos no primeiro mês de uso obrigatório do sistema Receita Saúde, em 2025, por profissionais pessoas físicas como médicos, dentistas e psicólogos

    Receita Federal do Brasil (2025)

    498000

    recibos de serviços de saúde emitidos em 2024 no sistema Receita Saúde, ainda em fase facultativa, que passaram a compor a declaração pré-preenchida do IRPF

    Receita Federal do Brasil (2024)

    25%

    das retenções em malha fiscal do IRPF em 2024 decorreram de despesas médicas, segundo levantamento da Receita Federal, motivando o reforço da digitalização de recibos de profissionais de saúde

    Receita Federal do Brasil (2024)

    Para 2026, a escolha mais vantajosa de CNAE para médicos, dentistas e psicólogos tende a ser um código específico de serviços de saúde em consultório, alinhado à sua atividade-fim, que permita:

    • tributação de ISS por alíquota fixa ou menor, conforme a lei municipal;
    • enquadramento adequado no Simples Nacional (Anexo III via Fator R, quando possível);
    • correta classificação como serviço médico/odontológico/psicológico para fins de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.

    Essa decisão impacta diretamente o imposto pago mês a mês, o risco de autuações e o aproveitamento de regimes favorecidos em 2026.

    "A escolha do CNAE correto não é apenas uma formalidade burocrática – ela determina sua base de cálculo de ISS, impacta diretamente no Simples Nacional e define seu enquadramento fiscal para 2026. Para médicos, dentistas e psicólogos, um CNAE inadequado pode resultar em sobretaxação de até 30% e até inviabilizar benefícios como o Fator R. Minha recomendação: antes de abrir ou renovar seu CNPJ, valide se o código escolhido contempla todas as suas atividades e se permite o regime tributário mais vantajoso para seu faturamento – essa decisão, tomada hoje, economiza dezenas de milhares nos próximos anos." — Thomas Broek, Contador Especialista - Contabilidade Zen


    1. Por que o CNAE é tão crítico para médicos, dentistas e psicólogos em 2026

    O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é o código que identifica a atividade principal e secundária do CNPJ. Para médicos, dentistas e psicólogos, ele influencia diretamente:

    • ISS (Imposto Sobre Serviços) – tipo de serviço, alíquota e se o município permite tributação fixa por profissional.
    • Simples Nacional – enquadramento em Anexo III ou V, aplicação ou não do Fator R e alíquota efetiva.
    • Tributação no Lucro Presumido ou Real – presunção de lucro para IRPJ/CSLL e forma de cálculo de PIS/Cofins.
    • Obrigações acessórias – como DMED e cruzamento com o sistema Receita Saúde.[3][5]

    Em 2025, a Receita Federal intensificou o controle eletrônico sobre profissionais de saúde, o que aumenta a importância de um CNAE correto e coerente com os recibos e declarações.


    2. Contexto 2024–2026: digitalização, Receita Saúde e fiscalização

    A Receita Federal vem estruturando uma malha fina específica para despesas médicas, reforçando a necessidade de consistência entre:

    • CNAE do CNPJ;
    • recibos emitidos (pessoa física ou jurídica);
    • DMED;
    • dados do sistema Receita Saúde.[3][5]

    Alguns números ajudam a entender a dimensão desse controle:

    • Em 2024, ainda na fase facultativa do sistema Receita Saúde, foram registrados 498.000 recibos de serviços de saúde, que passaram a compor a declaração pré-preenchida do IRPF.[5]
    • Em 2024, 25% das retenções em malha fiscal do IRPF tiveram origem em despesas médicas, segundo a Receita Federal, o que motivou a digitalização dos recibos de profissionais da saúde.[5]
    • Com a obrigatoriedade do Receita Saúde em 2025 para profissionais pessoas físicas, 1.368.312 recibos de despesas com saúde foram emitidos apenas no primeiro mês de uso obrigatório, por médicos, dentistas e psicólogos.[5]
    • Mais de 90% desses recibos de 2025 ficaram concentrados em três categorias profissionais: médicos, dentistas e psicólogos, evidenciando o foco da Receita justamente nesses grupos.[5]
    • Para pessoas jurídicas (clínicas, consultórios e empresas equiparadas), a DMED 2026 (referente a 2025) tem prazo final em 27/02/2026.[3] Essa obrigação cobre pagamentos recebidos por serviços médicos e de saúde e exige coerência total entre CNAE, notas fiscais e declarações.

    Esse cenário torna CNAE + regime tributário + obrigações acessórias um tripé que precisa estar alinhado para reduzir riscos e carga fiscal.


    3. CNAE para médicos, dentistas e psicólogos: princípios para escolher o melhor código

    Embora a tabela oficial do CNAE não esteja reproduzida aqui, a lógica de escolha em 2026 segue alguns princípios fundamentais:

    1. Atividade-fim de saúde: o CNAE principal deve refletir que a empresa presta serviços de saúde (atendimento médico, odontológico ou psicológico), não apenas serviços administrativos, educacionais ou de intermediação.

    2. Consultório x clínica x serviços de apoio:

      • Consultório individual ou sociedade simples: geralmente mais simples para ISS e muitas vezes com regras específicas municipais.
      • Clínicas com estrutura mais complexa (múltiplos profissionais, procedimentos complexos, exames): CNAE de serviços hospitalares/ambulatoriais ou similares.
      • Serviços de apoio (diagnóstico, terapia, exames, telemedicina): exigem CNAE de serviços auxiliares de saúde e, às vezes, licenças sanitárias específicas.[2]
    3. Compatibilidade com o Simples Nacional:

      • Nem todo CNAE de saúde é automaticamente tributado no mesmo Anexo.
      • A forma de enquadramento e a possibilidade de usar o Fator R dependem tanto do CNAE quanto da natureza do serviço prestado, de acordo com a Lei Complementar 123/2006 e o Manual do PGDAS-D.[6]
    4. Coerência com CBO, CNES e licenciamento sanitário:

      • Quando o estabelecimento é cadastrado no CNES, o tipo de serviço de saúde e o CBO dos profissionais devem ser compatíveis com a natureza do CNAE da empresa.[2]

    4. Impacto do CNAE no ISS para profissionais de saúde

    4.1. Como o ISS é definido

    O ISS é um imposto municipal, regido por lei de cada município, com base na lista da Lei Complementar 116/2003. Para médicos, dentistas e psicólogos, o CNAE normalmente se conecta a itens como:

    • serviços de medicina;
    • serviços odontológicos;
    • serviços de psicologia e psicanálise;
    • clínicas médicas, odontológicas, de psicologia e serviços correlatos.

    4.2. ISS fixo por profissional x ISS sobre faturamento

    Muitos municípios brasileiros adotam regimes diferenciados para sociedades uniprofissionais ou sociedades de profissionais regulamentados, permitindo ISS fixo por profissional, o que pode representar uma economia grande em relação ao ISS calculado sobre o faturamento.

    Para aproveitar esse benefício, em geral o município exige:

    • CNAE que caracterize prestação de serviços de saúde pessoal (atuação direta do profissional habilitado);
    • contrato social estruturado como sociedade de profissionais (muitas vezes sociedade simples);
    • ausência de exploração de atividades diversas (como comércio de produtos, estética não médica, gestão de planos, etc.).

    Se o CNAE for amplo demais ou incluir serviços que o município não enxerga como "profissionais" (por exemplo, gestão empresarial, cursos, intermediação), a prefeitura pode negar o ISS fixo e tributar toda a receita pela alíquota cheia (geralmente entre 2% e 5%), aumentando significativamente a carga fiscal.

    4.3. Exemplos de impactos práticos

    • Um consultório psicológico com faturamento anual de R$ 300.000, sujeito a ISS fixo de R$ 250 por mês, pagaria R$ 3.000/ano de ISS.
    • Se enquadrado em regime normal, com alíquota de 5%, o ISS anual seria de R$ 15.000.
    • A diferença se agrava se o CNAE escolhido inviabilizar esse regime fixo, elevando o custo tributário sem aumento de faturamento.

    Por isso, escolher um CNAE estritamente vinculado a serviços de consulta e terapia (médica, odontológica ou psicológica) costuma ser mais favorável para ISS em 2026, especialmente em cidades que mantêm regimes de ISS fixo.


    5. Impacto do CNAE nos impostos federais e no enquadramento fiscal em 2026

    5.1. Simples Nacional para médicos, dentistas e psicólogos

    O Simples Nacional continua sendo, em 2026, a principal opção para pequenos e médios consultórios que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.[6]

    Para atividades de saúde, o CNAE influencia principalmente:

    • se a receita será declarada como serviços de saúde no PGDAS-D;[6]
    • em qual Anexo a atividade será tributada (III ou V);
    • se o Fator R pode ser aplicado, reduzindo a tributação.[6]

    Anexo III x Anexo V e Fator R

    De forma simplificada, a regra em 2026 segue os parâmetros vigentes em 2025:[6]

    • Atividades de serviços decorrentes do exercício de profissões regulamentadas, como medicina, odontologia e psicologia, podem ficar no Anexo III, se a folha de salários (incluindo pró-labore e encargos) representar 28% ou mais da receita bruta dos últimos 12 meses (Fator R ≥ 0,28).[6]
    • Se o Fator R for inferior a 28%, essas mesmas atividades tendem a ser tributadas no Anexo V, que possui alíquotas iniciais maiores.[6]

    O CNAE, nesse contexto, deve:

    • identificar a empresa claramente como prestadora de serviços de saúde;
    • evitar misturar atividades de saúde com consultoria administrativa, cursos, venda de produtos ou outras atividades que possam ser enquadradas em Anexos diferentes, dificultando a aplicação do Fator R.

    Um CNAE de saúde bem escolhido e exclusivo facilita o enquadramento da totalidade da receita no Anexo III, quando o Fator R é cumprido, reduzindo sensivelmente a carga de IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, CPP e ISS dentro do Simples.

    5.2. Lucro Presumido para clínicas e consultórios maiores

    Quando o faturamento supera o limite do Simples ou quando, por simulação, o Lucro Presumido se mostra mais vantajoso, o CNAE também tem papel essencial:

    • Para serviços de saúde, a base de cálculo presumida de IRPJ e CSLL geralmente é 32% da receita bruta.
    • Outros tipos de serviços ou comércio podem ter presunção menor (8% ou 16%), mas isso só é aplicável se o CNAE refletir, de fato, outra atividade.

    Usar CNAE de saúde quando a atividade é saúde é obrigatório do ponto de vista legal, mesmo que mantenha a presunção em 32%. Tentar "forçar" um CNAE diferente apenas para reduzir a base de presunção caracteriza planejamento tributário abusivo, com alto risco de autuação.

    No Lucro Presumido, o CNAE também se conecta a:

    • códigos de retenção na fonte (IRRF, PIS, Cofins e CSLL sobre serviços profissionais);
    • necessidade de entrega de obrigações como DMED para empresas de serviços médicos e de saúde.[3]

    5.3. DMED 2026 e cruzamento com Receita Saúde

    Empresas que prestam serviços médicos e de saúde (clínicas, consultórios e equiparadas) devem informar, na DMED 2026, todos os pagamentos recebidos em 2025 por pessoas físicas.[3]

    • O prazo de envio da DMED 2026 é de 02/01/2026 a 27/02/2026.[3]
    • A Receita cruza a DMED com:
      • declarações de IRPF dos pacientes;
      • recibos digitais do Receita Saúde emitidos por profissionais pessoas físicas, quando há dupla forma de atendimento (PF e PJ).[5]

    Se o CNAE do CNPJ não for de serviços médicos/odontológicos/psicológicos, a Receita pode questionar por que a empresa informou valores na DMED, gerando inconsistências.

    Por outro lado, se o CNAE for de saúde mas a empresa não entregar a DMED quando obrigada, o risco de autuação aumenta, principalmente porque a Receita dispõe dos dados do sistema Receita Saúde para comparar PF x PJ.[3][5]


    6. Estratégias de escolha de CNAE por profissão

    6.1. Médico

    Para médicos que atuam principalmente em consultório ou em pequenos centros de atendimento, recomenda-se:

    • CNAE principal de serviços médicos ambulatoriais em consultórios, coerente com a atuação em consultas, acompanhamento e pequenos procedimentos.
    • CNAEs secundários, quando necessários, para:
      • serviços de telemedicina (caso a atividade seja estruturada como serviço à distância, com plataforma própria);
      • serviços de perícia médica, se o médico atua em avaliações trabalhistas, judiciais ou de seguradoras;
      • atividades de serviços de apoio diagnóstico, se houver estrutura de exames.

    Pontos de atenção para 2026:

    • Manter o CNAE principal estritamente médico-assistencial favorece:
      • negociação de ISS fixo em muitos municípios;
      • aplicação do Fator R e Anexo III no Simples, quando houver folha suficiente.
    • Utilizar CNPJ separado quando a mesma pessoa exerce simultaneamente:
      • gestão de clínica multiprofissional;
      • comércio de produtos de saúde (ex.: loja de equipamentos ou cosméticos);
      • empresa de cursos e treinamentos, que podem cair em outros Anexos.

    6.2. Dentista

    Para dentistas, a lógica é semelhante, com foco em serviços odontológicos:

    • CNAE principal de atendimento odontológico em consultório ou clínica.
    • CNAEs secundários, se for o caso, para:
      • serviços de radiologia odontológica (quando houver raio-x próprio);
      • laboratório de prótese odontológica, se o próprio CNPJ produzir próteses;
      • atividades de estética orofacial que sejam enquadradas como procedimentos de saúde.

    Impactos tributários relevantes:

    • Muitos municípios reconhecem sociedades de dentistas como aptas ao ISS fixo.
    • A caracterização correta como serviços odontológicos permite enquadrar a atividade como serviço de saúde para fins de Simples (com possibilidade de Fator R).

    Para psicólogos, o ponto central é garantir que o CNAE reflita atendimento psicológico/psicanalítico individual ou em grupo, seja em consultório físico ou por meio de plataformas online.

    • CNAE principal: serviços de psicologia clínica ou atividade psicológica em consultório.
    • Secundários (se realmente exercidos):
      • psicologia organizacional (consultoria para empresas);
      • atividades de psicopedagogia;
      • cursos e treinamentos em saúde mental.

    Atenção:

    • Misturar atividades de consultoria empresarial forte com clínica psicológica num único CNPJ pode:
      • alterar o enquadramento de parte da receita para Anexos menos vantajosos;
      • dificultar a comprovação de que se trata de serviço de saúde para ISS e DMED.

    Separar CNPJs (um para clínica, outro para consultoria/treinamentos) é, em muitos casos, fiscalmente mais eficiente e mais claro do ponto de vista regulatório.


    7. Erros comuns de CNAE que custam caro em 2026

    1. Escolher CNAE genérico de consultoria ou gestão para uma clínica de saúde

      • Risco: perda de benefícios de ISS fixo, questionamento da DMED e potencial reclassificação fiscal.
    2. Incluir CNAEs de comércio sem necessidade real

      • Risco: o fisco entender que parte relevante da atividade é comércio, impactando a forma de tributação e até a competência do imposto (ICMS x ISS).
    3. Misturar em um único CNPJ clínica de saúde e empresa de cursos

      • Risco: perda de clareza no enquadramento por Anexo no Simples, aumento da alíquota efetiva e dificuldade de comprovar Fator R adequado.[6]
    4. Não alinhar CNAE com CBO/CNES

      • Em estabelecimentos que precisam de CNES, divergências entre a natureza do estabelecimento, os CBO dos profissionais e o CNAE da empresa podem gerar exigências de regularização e problemas com faturamento pelo SUS.[2]
    5. Deixar de revisar o CNAE ao expandir serviços em 2025–2026

      • Ex.: clínica que passa a oferecer exames, radiologia ou teleatendimento sem ajustar o CNAE e os registros sanitários, aumentando o risco regulatório e tributário.

    8. Passo a passo prático para escolher o melhor CNAE em 2026

    1. Mapear todas as atividades exercidas:

      • Consultas, procedimentos, exames, laudos, teleatendimento, perícias, cursos, gestão, etc.
    2. Definir o que é atividade principal (80/20):

      • Qual atividade gera maior parte do faturamento?
      • Essa deve orientar a escolha do CNAE principal.
    3. Verificar legislação municipal de ISS:

      • Há regime de ISS fixo para profissionais da saúde?
      • O regime exige CNAE específico? Exige que o contrato social seja de sociedade de profissionais?
    4. Analisar simulações de Simples x Lucro Presumido:

      • Com base no faturamento projetado e na folha de pagamento, simular:
        • alíquota efetiva no Anexo III com Fator R ≥ 28%;[6]
        • alíquota no Anexo V se o Fator R não for atingido;[6]
        • IRPJ/CSLL no Lucro Presumido (presunção de 32% para saúde) e PIS/Cofins.
    5. Confirmar compatibilidade regulatória:

      • Verificar com o Conselho Profissional (CRM, CRO, CFP) e, se aplicável, com a Vigilância Sanitária e o CNES, se o CNAE escolhido é aceito para o tipo de estabelecimento pretendido.[2]
    6. Formalizar contrato social coerente:

      • Descrever claramente o objeto social alinhado ao CNAE principal e, se necessário, aos secundários.
    7. Revisar periodicamente (2025–2026):

      • Se a clínica cresce, passa a atender planos de saúde, amplia o número de profissionais ou adiciona novos serviços (ex.: radiologia própria), é fundamental revisar CNAE, enquadramento e obrigações como DMED.

    9. Como o aumento do controle eletrônico muda a estratégia de CNAE

    Com a massificação do Receita Saúde e a consolidação da DMED, médicos, dentistas e psicólogos entram em 2026 em um ambiente de altíssima rastreabilidade:

    • Centenas de milhares de recibos emitidos por profissionais pessoa física são cruzados com as declarações de IRPF dos pacientes e com os dados das clínicas pessoa jurídica.[5]
    • A Receita Federal sabe, com granularidade, quem pagou, quanto pagou, a quem pagou e por qual tipo de serviço.

    Nesse cenário, o CNAE não é apenas um código cadastral, mas um marcador de coerência entre:

    • a natureza dos serviços declarados na DMED;[3]
    • os recibos eletrônicos do Receita Saúde;[5]
    • as despesas médicas abatidas no IRPF (que já foram responsáveis por 25% das malhas em 2024);[5]
    • o regime de tributação escolhido.

    Um CNAE inadequado pode levar a questionamentos como:

    • Por que uma empresa com CNAE de consultoria empresarial está emitindo notas e declarando DMED como serviços médicos?
    • Por que um consultório odontológico com CNAE de comércio de produtos declara zero venda de produtos e receita apenas em serviços?

    Por isso, em 2026, a melhor prática é alinhar o CNAE à realidade operacional e documental do consultório ou clínica, minimizando pontos de atrito com a fiscalização.


    10. Síntese prática por perfil de profissional

    Médico autônomo que vai abrir CNPJ

    • Priorizar CNAE de consultório médico.
    • Avaliar se o município concede ISS fixo para sociedades médicas.
    • Planejar folha de pagamento mínima (incluindo pró-labore) para buscar Fator R ≥ 28% e permanecer no Anexo III do Simples.[6]

    Clínica médica multiprofissional

    • CNAE principal de serviços médicos ou de saúde integrados.
    • Secundários para áreas específicas (diagnóstico por imagem, terapia, etc.).
    • Atenção à DMED e ao prazo de 27/02/2026.[3]

    Consultório odontológico

    • CNAE principal estritamente odontológico.
    • Secundários somente quando houver laboratório de prótese ou radiologia interna.
    • Verificar possibilidade de sociedade de profissionais para ISS.

    Clínica odontológica com vários dentistas

    • Estruturar contrato social e CNAE de forma a permitir, quando viável, regime profissional de ISS.
    • Avaliar se parte da atividade (ex.: venda de produtos de higiene oral) deve ficar em CNPJ separado, para não contaminar o enquadramento da clínica.

    Psicólogo clínico e organizacional

    • Um CNPJ focado em psicologia clínica (CNAE saúde) para consultas e terapias.
    • Se houver forte atuação em consultoria organizacional e treinamentos corporativos, considerar outro CNPJ, com CNAE adequado a consultoria/treinamentos, para otimizar Anexo e separar riscos.

    FAQ – Perguntas frequentes sobre CNAE para médicos, dentistas e psicólogos em 2026

    1. Qual é o melhor regime tributário para médicos, dentistas e psicólogos em 2026?
      Na maioria dos casos com faturamento até R$ 4,8 milhões e boa folha de pagamento, o Simples Nacional no Anexo III, via Fator R ≥ 28%, é o mais vantajoso; porém, é essencial simular também o Lucro Presumido, pois o melhor regime depende do faturamento, despesas e estrutura.[6]

    2. O CNAE pode impedir que eu use o Fator R no Simples Nacional?
      Não diretamente, mas um CNAE que não reflita serviços de saúde pode levar à tributação em Anexos diversos e inviabilizar o uso do Fator R para toda a receita; por isso, manter o CNAE focado em atividade-fim de saúde é estratégico.[6]

    3. Posso usar o mesmo CNPJ para clínica e venda de produtos de saúde?
      Do ponto de vista legal é possível, mas muitas vezes não é recomendável: misturar serviços de saúde e comércio no mesmo CNPJ pode complicar o enquadramento no Simples, o ISS e o controle fiscal; frequentemente é mais eficiente separar em dois CNPJs.

    4. Sou médico autônomo que emite recibos pelo Receita Saúde. Preciso de DMED se abrir um CNPJ?
      Se o CNPJ passar a receber pagamentos de pessoas físicas por serviços médicos ou de saúde, a empresa estará sujeita à DMED, independentemente dos recibos emitidos como pessoa física; o prazo de entrega da DMED 2026, referente a 2025, vai até 27/02/2026.[3]

    5. Posso trocar o CNAE da minha clínica em 2026 se perceber que escolhi errado?
      Sim, é possível alterar o CNAE junto à Junta Comercial ou Cartório e na Receita Federal; porém, a mudança não elimina eventuais riscos ou divergências do passado, por isso é importante fazer um diagnóstico fiscal antes de alterar e, se necessário, retificar declarações afetadas.

    Última atualização: janeiro de 2026
    Revisado por: Equipe Contabilidade Zen


    Perguntas Frequentes (FAQ)

    Qual o melhor regime tributário para médicos em 2026?

    Em geral, o Simples Nacional no Anexo III, com Fator R acima de 28%, tende a ser mais vantajoso, mas é obrigatório comparar com o Lucro Presumido.

    O CNAE influencia o ISS do consultório?

    Sim. O CNAE determina se o serviço é reconhecido como profissional de saúde e pode permitir ISS fixo por profissional em muitos municípios.

    Psicólogo pode usar o Simples Nacional com Fator R?

    Sim. Atividades de psicologia são serviços de saúde e podem ficar no Anexo III se o Fator R for igual ou superior a 28%.

    Clínica odontológica precisa entregar DMED em 2026?

    Sim, se receber pagamentos de pessoas físicas por serviços odontológicos em 2025, deve entregar a DMED 2026 até 27/02/2026.

    Posso ter comércio e clínica no mesmo CNAE?

    É possível legalmente, mas normalmente é menos eficiente. O ideal é separar clínica de saúde e comércio em CNPJs distintos para otimizar tributos.


    Fontes e Referências

    1. https://www.campos.rj.gov.br/app/assets/diario-oficial/link/7522
    2. https://wiki.saude.gov.br/cnes/index.php/SCNES_-_Guia_de_Preenchimento
    3. https://www.gov.br/pt-br/servicos/declarar-servicos-medicos-e-da-saude
    4. https://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/Resumo/ResumoVisualizar?NrSolicitacao=MR004198%2F2025
    5. https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/receita-saude-simplifica-a-vida-de-milhares-de-brasileiros-e-reduz-riscos-fiscais

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    O que dizem os especialistas

    "A escolha do CNAE correto não é apenas uma formalidade burocrática – ela determina sua base de cálculo de ISS, impacta diretamente no Simples Nacional e define seu enquadramento fiscal para 2026. Para médicos, dentistas e psicólogos, um CNAE inadequado pode resultar em sobretaxação de até 30% e até inviabilizar benefícios como o Fator R. Minha recomendação: antes de abrir ou renovar seu CNPJ, valide se o código escolhido contempla todas as suas atividades e se permite o regime tributário mais vantajoso para seu faturamento – essa decisão, tomada hoje, economiza dezenas de milhares nos próximos anos."

    Contador Especialista - Contabilidade Zen

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    CNAE para médicos 2026
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    CNAE psicólogo Fator R 2026

    Última atualização: janeiro de 2026

    Revisado por: Equipe Contabilidade Zen

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