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    18 min de leitura
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    Melhor CNAE para médico, dentista e psicólogo em 2026

    Para 2026, o melhor CNAE para médicos, dentistas e psicólogos é o de serviços de saúde em consultório, pois permite ISS menor, melhor uso do Simples e Fator R.

    10 de janeiro de 2026Atualizado em janeiro de 2026
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    Dados em Destaque

    1.368.312

    recibos de despesas com saúde foram emitidos no primeiro mês de uso obrigatório do sistema Receita Saúde, em 2025, por profissionais pessoas físicas como médicos, dentistas e psicólogos

    Receita Federal do Brasil (2025)

    498000

    recibos de serviços de saúde emitidos em 2024 no sistema Receita Saúde, ainda em fase facultativa, que passaram a compor a declaração pré-preenchida do IRPF

    Receita Federal do Brasil (2024)

    25%

    das retenções em malha fiscal do IRPF em 2024 decorreram de despesas médicas, segundo levantamento da Receita Federal, motivando o reforço da digitalização de recibos de profissionais de saúde

    Receita Federal do Brasil (2024)

    Para 2026, a escolha mais vantajosa de CNAE para médicos, dentistas e psicólogos tende a ser um código específico de serviços de saúde em consultório, alinhado à sua atividade-fim, que permita:

    • tributação de ISS por alíquota fixa ou menor, conforme a lei municipal;
    • enquadramento adequado no Simples Nacional (Anexo III via Fator R, quando possível);
    • correta classificação como serviço médico/odontológico/psicológico para fins de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.

    Essa decisão impacta diretamente o imposto pago mês a mês, o risco de autuações e o aproveitamento de regimes favorecidos em 2026.

    "A escolha do CNAE correto não é apenas uma formalidade burocrática – ela determina sua base de cálculo de ISS, impacta diretamente no Simples Nacional e define seu enquadramento fiscal para 2026. Para médicos, dentistas e psicólogos, um CNAE inadequado pode resultar em sobretaxação de até 30% e até inviabilizar benefícios como o Fator R. Minha recomendação: antes de abrir ou renovar seu CNPJ, valide se o código escolhido contempla todas as suas atividades e se permite o regime tributário mais vantajoso para seu faturamento – essa decisão, tomada hoje, economiza dezenas de milhares nos próximos anos." — Thomas Broek, Contador Especialista - Contabilidade Zen


    1. Por que o CNAE é tão crítico para médicos, dentistas e psicólogos em 2026

    O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é o código que identifica a atividade principal e secundária do CNPJ. Para médicos, dentistas e psicólogos, ele influencia diretamente:

    • ISS (Imposto Sobre Serviços) – tipo de serviço, alíquota e se o município permite tributação fixa por profissional.
    • Simples Nacional – enquadramento em Anexo III ou V, aplicação ou não do Fator R e alíquota efetiva.
    • Tributação no Lucro Presumido ou Real – presunção de lucro para IRPJ/CSLL e forma de cálculo de PIS/Cofins.
    • Obrigações acessórias – como DMED e cruzamento com o sistema Receita Saúde.[3][5]

    Em 2025, a Receita Federal intensificou o controle eletrônico sobre profissionais de saúde, o que aumenta a importância de um CNAE correto e coerente com os recibos e declarações.


    2. Contexto 2024–2026: digitalização, Receita Saúde e fiscalização

    A Receita Federal vem estruturando uma malha fina específica para despesas médicas, reforçando a necessidade de consistência entre:

    • CNAE do CNPJ;
    • recibos emitidos (pessoa física ou jurídica);
    • DMED;
    • dados do sistema Receita Saúde.[3][5]

    Alguns números ajudam a entender a dimensão desse controle:

    • Em 2024, ainda na fase facultativa do sistema Receita Saúde, foram registrados 498.000 recibos de serviços de saúde, que passaram a compor a declaração pré-preenchida do IRPF.[5]
    • Em 2024, 25% das retenções em malha fiscal do IRPF tiveram origem em despesas médicas, segundo a Receita Federal, o que motivou a digitalização dos recibos de profissionais da saúde.[5]
    • Com a obrigatoriedade do Receita Saúde em 2025 para profissionais pessoas físicas, 1.368.312 recibos de despesas com saúde foram emitidos apenas no primeiro mês de uso obrigatório, por médicos, dentistas e psicólogos.[5]
    • Mais de 90% desses recibos de 2025 ficaram concentrados em três categorias profissionais: médicos, dentistas e psicólogos, evidenciando o foco da Receita justamente nesses grupos.[5]
    • Para pessoas jurídicas (clínicas, consultórios e empresas equiparadas), a DMED 2026 (referente a 2025) tem prazo final em 27/02/2026.[3] Essa obrigação cobre pagamentos recebidos por serviços médicos e de saúde e exige coerência total entre CNAE, notas fiscais e declarações.

    Esse cenário torna CNAE + regime tributário + obrigações acessórias um tripé que precisa estar alinhado para reduzir riscos e carga fiscal.


    3. CNAE para médicos, dentistas e psicólogos: princípios para escolher o melhor código

    Embora a tabela oficial do CNAE não esteja reproduzida aqui, a lógica de escolha em 2026 segue alguns princípios fundamentais:

    1. Atividade-fim de saúde: o CNAE principal deve refletir que a empresa presta serviços de saúde (atendimento médico, odontológico ou psicológico), não apenas serviços administrativos, educacionais ou de intermediação.

    2. Consultório x clínica x serviços de apoio:

      • Consultório individual ou sociedade simples: geralmente mais simples para ISS e muitas vezes com regras específicas municipais.
      • Clínicas com estrutura mais complexa (múltiplos profissionais, procedimentos complexos, exames): CNAE de serviços hospitalares/ambulatoriais ou similares.
      • Serviços de apoio (diagnóstico, terapia, exames, telemedicina): exigem CNAE de serviços auxiliares de saúde e, às vezes, licenças sanitárias específicas.[2]
    3. Compatibilidade com o Simples Nacional:

      • Nem todo CNAE de saúde é automaticamente tributado no mesmo Anexo.
      • A forma de enquadramento e a possibilidade de usar o Fator R dependem tanto do CNAE quanto da natureza do serviço prestado, de acordo com a Lei Complementar 123/2006 e o Manual do PGDAS-D.[6]
    4. Coerência com CBO, CNES e licenciamento sanitário:

      • Quando o estabelecimento é cadastrado no CNES, o tipo de serviço de saúde e o CBO dos profissionais devem ser compatíveis com a natureza do CNAE da empresa.[2]

    4. Impacto do CNAE no ISS para profissionais de saúde

    4.1. Como o ISS é definido

    O ISS é um imposto municipal, regido por lei de cada município, com base na lista da Lei Complementar 116/2003. Para médicos, dentistas e psicólogos, o CNAE normalmente se conecta a itens como:

    • serviços de medicina;
    • serviços odontológicos;
    • serviços de psicologia e psicanálise;
    • clínicas médicas, odontológicas, de psicologia e serviços correlatos.

    4.2. ISS fixo por profissional x ISS sobre faturamento

    Muitos municípios brasileiros adotam regimes diferenciados para sociedades uniprofissionais ou sociedades de profissionais regulamentados, permitindo ISS fixo por profissional, o que pode representar uma economia grande em relação ao ISS calculado sobre o faturamento.

    Para aproveitar esse benefício, em geral o município exige:

    • CNAE que caracterize prestação de serviços de saúde pessoal (atuação direta do profissional habilitado);
    • contrato social estruturado como sociedade de profissionais (muitas vezes sociedade simples);
    • ausência de exploração de atividades diversas (como comércio de produtos, estética não médica, gestão de planos, etc.).

    Se o CNAE for amplo demais ou incluir serviços que o município não enxerga como "profissionais" (por exemplo, gestão empresarial, cursos, intermediação), a prefeitura pode negar o ISS fixo e tributar toda a receita pela alíquota cheia (geralmente entre 2% e 5%), aumentando significativamente a carga fiscal.

    4.3. Exemplos de impactos práticos

    • Um consultório psicológico com faturamento anual de R$ 300.000, sujeito a ISS fixo de R$ 250 por mês, pagaria R$ 3.000/ano de ISS.
    • Se enquadrado em regime normal, com alíquota de 5%, o ISS anual seria de R$ 15.000.
    • A diferença se agrava se o CNAE escolhido inviabilizar esse regime fixo, elevando o custo tributário sem aumento de faturamento.

    Por isso, escolher um CNAE estritamente vinculado a serviços de consulta e terapia (médica, odontológica ou psicológica) costuma ser mais favorável para ISS em 2026, especialmente em cidades que mantêm regimes de ISS fixo.


    5. Impacto do CNAE nos impostos federais e no enquadramento fiscal em 2026

    5.1. Simples Nacional para médicos, dentistas e psicólogos

    O Simples Nacional continua sendo, em 2026, a principal opção para pequenos e médios consultórios que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.[6]

    Para atividades de saúde, o CNAE influencia principalmente:

    • se a receita será declarada como serviços de saúde no PGDAS-D;[6]
    • em qual Anexo a atividade será tributada (III ou V);
    • se o Fator R pode ser aplicado, reduzindo a tributação.[6]

    Anexo III x Anexo V e Fator R

    De forma simplificada, a regra em 2026 segue os parâmetros vigentes em 2025:[6]

    • Atividades de serviços decorrentes do exercício de profissões regulamentadas, como medicina, odontologia e psicologia, podem ficar no Anexo III, se a folha de salários (incluindo pró-labore e encargos) representar 28% ou mais da receita bruta dos últimos 12 meses (Fator R ≥ 0,28).[6]
    • Se o Fator R for inferior a 28%, essas mesmas atividades tendem a ser tributadas no Anexo V, que possui alíquotas iniciais maiores.[6]

    O CNAE, nesse contexto, deve:

    • identificar a empresa claramente como prestadora de serviços de saúde;
    • evitar misturar atividades de saúde com consultoria administrativa, cursos, venda de produtos ou outras atividades que possam ser enquadradas em Anexos diferentes, dificultando a aplicação do Fator R.

    Um CNAE de saúde bem escolhido e exclusivo facilita o enquadramento da totalidade da receita no Anexo III, quando o Fator R é cumprido, reduzindo sensivelmente a carga de IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, CPP e ISS dentro do Simples.

    5.2. Lucro Presumido para clínicas e consultórios maiores

    Quando o faturamento supera o limite do Simples ou quando, por simulação, o Lucro Presumido se mostra mais vantajoso, o CNAE também tem papel essencial:

    • Para serviços de saúde, a base de cálculo presumida de IRPJ e CSLL geralmente é 32% da receita bruta.
    • Outros tipos de serviços ou comércio podem ter presunção menor (8% ou 16%), mas isso só é aplicável se o CNAE refletir, de fato, outra atividade.

    Usar CNAE de saúde quando a atividade é saúde é obrigatório do ponto de vista legal, mesmo que mantenha a presunção em 32%. Tentar "forçar" um CNAE diferente apenas para reduzir a base de presunção caracteriza planejamento tributário abusivo, com alto risco de autuação.

    No Lucro Presumido, o CNAE também se conecta a:

    • códigos de retenção na fonte (IRRF, PIS, Cofins e CSLL sobre serviços profissionais);
    • necessidade de entrega de obrigações como DMED para empresas de serviços médicos e de saúde.[3]

    5.3. DMED 2026 e cruzamento com Receita Saúde

    Empresas que prestam serviços médicos e de saúde (clínicas, consultórios e equiparadas) devem informar, na DMED 2026, todos os pagamentos recebidos em 2025 por pessoas físicas.[3]

    • O prazo de envio da DMED 2026 é de 02/01/2026 a 27/02/2026.[3]
    • A Receita cruza a DMED com:
      • declarações de IRPF dos pacientes;
      • recibos digitais do Receita Saúde emitidos por profissionais pessoas físicas, quando há dupla forma de atendimento (PF e PJ).[5]

    Se o CNAE do CNPJ não for de serviços médicos/odontológicos/psicológicos, a Receita pode questionar por que a empresa informou valores na DMED, gerando inconsistências.

    Por outro lado, se o CNAE for de saúde mas a empresa não entregar a DMED quando obrigada, o risco de autuação aumenta, principalmente porque a Receita dispõe dos dados do sistema Receita Saúde para comparar PF x PJ.[3][5]


    6. Estratégias de escolha de CNAE por profissão

    6.1. Médico

    Para médicos que atuam principalmente em consultório ou em pequenos centros de atendimento, recomenda-se:

    • CNAE principal de serviços médicos ambulatoriais em consultórios, coerente com a atuação em consultas, acompanhamento e pequenos procedimentos.
    • CNAEs secundários, quando necessários, para:
      • serviços de telemedicina (caso a atividade seja estruturada como serviço à distância, com plataforma própria);
      • serviços de perícia médica, se o médico atua em avaliações trabalhistas, judiciais ou de seguradoras;
      • atividades de serviços de apoio diagnóstico, se houver estrutura de exames.

    Pontos de atenção para 2026:

    • Manter o CNAE principal estritamente médico-assistencial favorece:
      • negociação de ISS fixo em muitos municípios;
      • aplicação do Fator R e Anexo III no Simples, quando houver folha suficiente.
    • Utilizar CNPJ separado quando a mesma pessoa exerce simultaneamente:
      • gestão de clínica multiprofissional;
      • comércio de produtos de saúde (ex.: loja de equipamentos ou cosméticos);
      • empresa de cursos e treinamentos, que podem cair em outros Anexos.

    6.2. Dentista

    Para dentistas, a lógica é semelhante, com foco em serviços odontológicos:

    • CNAE principal de atendimento odontológico em consultório ou clínica.
    • CNAEs secundários, se for o caso, para:
      • serviços de radiologia odontológica (quando houver raio-x próprio);
      • laboratório de prótese odontológica, se o próprio CNPJ produzir próteses;
      • atividades de estética orofacial que sejam enquadradas como procedimentos de saúde.

    Impactos tributários relevantes:

    • Muitos municípios reconhecem sociedades de dentistas como aptas ao ISS fixo.
    • A caracterização correta como serviços odontológicos permite enquadrar a atividade como serviço de saúde para fins de Simples (com possibilidade de Fator R).

    Para psicólogos, o ponto central é garantir que o CNAE reflita atendimento psicológico/psicanalítico individual ou em grupo, seja em consultório físico ou por meio de plataformas online.

    • CNAE principal: serviços de psicologia clínica ou atividade psicológica em consultório.
    • Secundários (se realmente exercidos):
      • psicologia organizacional (consultoria para empresas);
      • atividades de psicopedagogia;
      • cursos e treinamentos em saúde mental.

    Atenção:

    • Misturar atividades de consultoria empresarial forte com clínica psicológica num único CNPJ pode:
      • alterar o enquadramento de parte da receita para Anexos menos vantajosos;
      • dificultar a comprovação de que se trata de serviço de saúde para ISS e DMED.

    Separar CNPJs (um para clínica, outro para consultoria/treinamentos) é, em muitos casos, fiscalmente mais eficiente e mais claro do ponto de vista regulatório.


    7. Erros comuns de CNAE que custam caro em 2026

    1. Escolher CNAE genérico de consultoria ou gestão para uma clínica de saúde

      • Risco: perda de benefícios de ISS fixo, questionamento da DMED e potencial reclassificação fiscal.
    2. Incluir CNAEs de comércio sem necessidade real

      • Risco: o fisco entender que parte relevante da atividade é comércio, impactando a forma de tributação e até a competência do imposto (ICMS x ISS).
    3. Misturar em um único CNPJ clínica de saúde e empresa de cursos

      • Risco: perda de clareza no enquadramento por Anexo no Simples, aumento da alíquota efetiva e dificuldade de comprovar Fator R adequado.[6]
    4. Não alinhar CNAE com CBO/CNES

      • Em estabelecimentos que precisam de CNES, divergências entre a natureza do estabelecimento, os CBO dos profissionais e o CNAE da empresa podem gerar exigências de regularização e problemas com faturamento pelo SUS.[2]
    5. Deixar de revisar o CNAE ao expandir serviços em 2025–2026

      • Ex.: clínica que passa a oferecer exames, radiologia ou teleatendimento sem ajustar o CNAE e os registros sanitários, aumentando o risco regulatório e tributário.

    8. Passo a passo prático para escolher o melhor CNAE em 2026

    1. Mapear todas as atividades exercidas:

      • Consultas, procedimentos, exames, laudos, teleatendimento, perícias, cursos, gestão, etc.
    2. Definir o que é atividade principal (80/20):

      • Qual atividade gera maior parte do faturamento?
      • Essa deve orientar a escolha do CNAE principal.
    3. Verificar legislação municipal de ISS:

      • Há regime de ISS fixo para profissionais da saúde?
      • O regime exige CNAE específico? Exige que o contrato social seja de sociedade de profissionais?
    4. Analisar simulações de Simples x Lucro Presumido:

      • Com base no faturamento projetado e na folha de pagamento, simular:
        • alíquota efetiva no Anexo III com Fator R ≥ 28%;[6]
        • alíquota no Anexo V se o Fator R não for atingido;[6]
        • IRPJ/CSLL no Lucro Presumido (presunção de 32% para saúde) e PIS/Cofins.
    5. Confirmar compatibilidade regulatória:

      • Verificar com o Conselho Profissional (CRM, CRO, CFP) e, se aplicável, com a Vigilância Sanitária e o CNES, se o CNAE escolhido é aceito para o tipo de estabelecimento pretendido.[2]
    6. Formalizar contrato social coerente:

      • Descrever claramente o objeto social alinhado ao CNAE principal e, se necessário, aos secundários.
    7. Revisar periodicamente (2025–2026):

      • Se a clínica cresce, passa a atender planos de saúde, amplia o número de profissionais ou adiciona novos serviços (ex.: radiologia própria), é fundamental revisar CNAE, enquadramento e obrigações como DMED.

    9. Como o aumento do controle eletrônico muda a estratégia de CNAE

    Com a massificação do Receita Saúde e a consolidação da DMED, médicos, dentistas e psicólogos entram em 2026 em um ambiente de altíssima rastreabilidade:

    • Centenas de milhares de recibos emitidos por profissionais pessoa física são cruzados com as declarações de IRPF dos pacientes e com os dados das clínicas pessoa jurídica.[5]
    • A Receita Federal sabe, com granularidade, quem pagou, quanto pagou, a quem pagou e por qual tipo de serviço.

    Nesse cenário, o CNAE não é apenas um código cadastral, mas um marcador de coerência entre:

    • a natureza dos serviços declarados na DMED;[3]
    • os recibos eletrônicos do Receita Saúde;[5]
    • as despesas médicas abatidas no IRPF (que já foram responsáveis por 25% das malhas em 2024);[5]
    • o regime de tributação escolhido.

    Um CNAE inadequado pode levar a questionamentos como:

    • Por que uma empresa com CNAE de consultoria empresarial está emitindo notas e declarando DMED como serviços médicos?
    • Por que um consultório odontológico com CNAE de comércio de produtos declara zero venda de produtos e receita apenas em serviços?

    Por isso, em 2026, a melhor prática é alinhar o CNAE à realidade operacional e documental do consultório ou clínica, minimizando pontos de atrito com a fiscalização.


    10. Síntese prática por perfil de profissional

    Médico autônomo que vai abrir CNPJ

    • Priorizar CNAE de consultório médico.
    • Avaliar se o município concede ISS fixo para sociedades médicas.
    • Planejar folha de pagamento mínima (incluindo pró-labore) para buscar Fator R ≥ 28% e permanecer no Anexo III do Simples.[6]

    Clínica médica multiprofissional

    • CNAE principal de serviços médicos ou de saúde integrados.
    • Secundários para áreas específicas (diagnóstico por imagem, terapia, etc.).
    • Atenção à DMED e ao prazo de 27/02/2026.[3]

    Consultório odontológico

    • CNAE principal estritamente odontológico.
    • Secundários somente quando houver laboratório de prótese ou radiologia interna.
    • Verificar possibilidade de sociedade de profissionais para ISS.

    Clínica odontológica com vários dentistas

    • Estruturar contrato social e CNAE de forma a permitir, quando viável, regime profissional de ISS.
    • Avaliar se parte da atividade (ex.: venda de produtos de higiene oral) deve ficar em CNPJ separado, para não contaminar o enquadramento da clínica.

    Psicólogo clínico e organizacional

    • Um CNPJ focado em psicologia clínica (CNAE saúde) para consultas e terapias.
    • Se houver forte atuação em consultoria organizacional e treinamentos corporativos, considerar outro CNPJ, com CNAE adequado a consultoria/treinamentos, para otimizar Anexo e separar riscos.

    FAQ – Perguntas frequentes sobre CNAE para médicos, dentistas e psicólogos em 2026

    1. Qual é o melhor regime tributário para médicos, dentistas e psicólogos em 2026?
      Na maioria dos casos com faturamento até R$ 4,8 milhões e boa folha de pagamento, o Simples Nacional no Anexo III, via Fator R ≥ 28%, é o mais vantajoso; porém, é essencial simular também o Lucro Presumido, pois o melhor regime depende do faturamento, despesas e estrutura.[6]

    2. O CNAE pode impedir que eu use o Fator R no Simples Nacional?
      Não diretamente, mas um CNAE que não reflita serviços de saúde pode levar à tributação em Anexos diversos e inviabilizar o uso do Fator R para toda a receita; por isso, manter o CNAE focado em atividade-fim de saúde é estratégico.[6]

    3. Posso usar o mesmo CNPJ para clínica e venda de produtos de saúde?
      Do ponto de vista legal é possível, mas muitas vezes não é recomendável: misturar serviços de saúde e comércio no mesmo CNPJ pode complicar o enquadramento no Simples, o ISS e o controle fiscal; frequentemente é mais eficiente separar em dois CNPJs.

    4. Sou médico autônomo que emite recibos pelo Receita Saúde. Preciso de DMED se abrir um CNPJ?
      Se o CNPJ passar a receber pagamentos de pessoas físicas por serviços médicos ou de saúde, a empresa estará sujeita à DMED, independentemente dos recibos emitidos como pessoa física; o prazo de entrega da DMED 2026, referente a 2025, vai até 27/02/2026.[3]

    5. Posso trocar o CNAE da minha clínica em 2026 se perceber que escolhi errado?
      Sim, é possível alterar o CNAE junto à Junta Comercial ou Cartório e na Receita Federal; porém, a mudança não elimina eventuais riscos ou divergências do passado, por isso é importante fazer um diagnóstico fiscal antes de alterar e, se necessário, retificar declarações afetadas.

    Última atualização: janeiro de 2026
    Revisado por: Equipe Contabilidade Zen


    Perguntas Frequentes (FAQ)

    Qual o melhor regime tributário para médicos em 2026?

    Em geral, o Simples Nacional no Anexo III, com Fator R acima de 28%, tende a ser mais vantajoso, mas é obrigatório comparar com o Lucro Presumido.

    O CNAE influencia o ISS do consultório?

    Sim. O CNAE determina se o serviço é reconhecido como profissional de saúde e pode permitir ISS fixo por profissional em muitos municípios.

    Psicólogo pode usar o Simples Nacional com Fator R?

    Sim. Atividades de psicologia são serviços de saúde e podem ficar no Anexo III se o Fator R for igual ou superior a 28%.

    Clínica odontológica precisa entregar DMED em 2026?

    Sim, se receber pagamentos de pessoas físicas por serviços odontológicos em 2025, deve entregar a DMED 2026 até 27/02/2026.

    Posso ter comércio e clínica no mesmo CNAE?

    É possível legalmente, mas normalmente é menos eficiente. O ideal é separar clínica de saúde e comércio em CNPJs distintos para otimizar tributos.


    Fontes e Referências

    1. https://www.campos.rj.gov.br/app/assets/diario-oficial/link/7522
    2. https://wiki.saude.gov.br/cnes/index.php/SCNES_-_Guia_de_Preenchimento
    3. https://www.gov.br/pt-br/servicos/declarar-servicos-medicos-e-da-saude
    4. https://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/Resumo/ResumoVisualizar?NrSolicitacao=MR004198%2F2025
    5. https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/receita-saude-simplifica-a-vida-de-milhares-de-brasileiros-e-reduz-riscos-fiscais

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    O que dizem os especialistas

    "A escolha do CNAE correto não é apenas uma formalidade burocrática – ela determina sua base de cálculo de ISS, impacta diretamente no Simples Nacional e define seu enquadramento fiscal para 2026. Para médicos, dentistas e psicólogos, um CNAE inadequado pode resultar em sobretaxação de até 30% e até inviabilizar benefícios como o Fator R. Minha recomendação: antes de abrir ou renovar seu CNPJ, valide se o código escolhido contempla todas as suas atividades e se permite o regime tributário mais vantajoso para seu faturamento – essa decisão, tomada hoje, economiza dezenas de milhares nos próximos anos."

    Contador Especialista - Contabilidade Zen

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    CNAE para médicos 2026
    CNAE dentista ISS Simples
    CNAE psicólogo Fator R 2026

    Perguntas Frequentes

    Thomas Broek

    Autor
    CRC-SP 337693/O-7

    Contador Especialista em Profissionais de Saúde · Fundador da Contabilidade Zen

    Contador especializado em tributação para médicos, dentistas e psicólogos PJ. Registro ativo no CRC-SP (337693/O-7). Fundador da Contabilidade Zen, escritório 100% digital focado em planejamento tributário e abertura de empresa para profissionais de saúde.

    Última atualização: janeiro de 2026

    Revisado por: Equipe Contabilidade Zen

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