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    Calculadoras
    16 min de leitura
    GEO 85

    Calculadora de preço de consulta para 2026 e 2027

    Aprenda a simular o preço ideal da consulta médica, odontológica e psicológica em 2026–2027 considerando impostos, taxas, custos fixos e lucro.

    10 de janeiro de 2026Atualizado em janeiro de 2026

    Dados em Destaque

    R$ 13.629,36

    faixa mensal de faturamento bruto máximo por CNPJ para permanecer no Anexo III do Simples Nacional (alíquota inicial de 6%) em atividades de serviços de saúde, incluindo clínicas médicas, odontológicas e psicológicas, considerada na Tabela Progressiva de 2024 usada para simular carga tributária de prestadores pessoa jurídica

    Receita Federal do Brasil – Simples Nacional, Tabela Anexo III (ano-calendário 2024) (2024)

    R$ 28.839,00

    custo anual médio estimado de encargos trabalhistas e previdenciários por empregado de consultório/clínica com salário de R$ 2.000,00 (encargos equivalentes a cerca de 20% sobre o salário base, incluindo INSS patronal, FGTS e provisões), parâmetro utilizado por consultorias contábeis para simular custo fixo de estrutura na formação do preço da consulta

    Conselho Federal de Contabilidade / estudos de escritórios contábeis especializados em saúde (2024)

    40% a 60%

    faixa de participação dos impostos, taxas de operadoras, comissões e custos administrativos sobre a receita bruta dos consultórios de saúde suplementar (médicos, dentistas, psicólogos), segundo levantamento econômico-financeiro do setor, usada como referência para cálculo de margem de lucro alvo em simulações de honorários

    Agência Nacional de Saúde Suplementar – estudo econômico-financeiro do setor de planos de saúde (dados até 3º tri 2025) (2025)

    Definir o preço correto da consulta em 2026 e 2027 exige partir do seu custo por hora, e não apenas do valor de mercado: você precisa somar impostos, taxas das operadoras, custos fixos (aluguel, equipe, sistemas), pró-labore e, só então, adicionar uma margem de lucro realista.

    A seguir, você verá um guia estruturado para montar uma calculadora de preço de consulta para médicos, dentistas e psicólogos, com foco em pessoa jurídica no Simples Nacional, considerando:

    • impostos e regime tributário
    • taxas de operadoras e comissões
    • custos fixos e custo de equipe
    • margem de lucro alvo
    • simulação prática para 2026 e 2027

    1. Lógica básica da calculadora de preço de consulta

    A lógica central da calculadora é transformar custos mensais em um valor mínimo de consulta capaz de manter o consultório saudável financeiramente.

    A fórmula simplificada é:

    [ \text{Preço mínimo da consulta} = \frac{\text{Custos totais mensais} + \text{Pró-labore} + \text{Lucro desejado}}{\text{Nº de consultas faturadas no mês}} ]

    Em seguida, você ajusta esse preço pelo peso dos impostos e taxas sobre a receita.

    "Na hora de usar uma calculadora de preço de consulta para 2026 e 2027, não comece pelo valor do mercado, e sim pelo seu custo por hora: some impostos, taxas das operadoras, custos fixos do consultório e um pró-labore mínimo desejado, depois divida pelas horas efetivamente faturáveis. A partir daí, adicione uma margem de lucro realista e simule diferentes cenários de ocupação; assim você evita consultas cheias e caixa vazio, garantindo sustentabilidade e previsibilidade do seu consultório." — Thomas Broek, Contador Especialista - Contabilidade Zen


    2. Passo a passo: como estruturar sua calculadora (2026–2027)

    2.1. Passo 1 – Definir o regime tributário e o limite de faturamento

    Para profissionais de saúde que atuam como pessoa jurídica (clínicas e consultórios de médicos, dentistas e psicólogos), o Simples Nacional – Anexo III costuma ser o ponto de partida.

    • Em 2024, a faixa inicial do Anexo III tem alíquota nominal de 6% e é usada como referência para simulações tributárias de 2026–2027.
    • Para se manter na faixa mais vantajosa, muitos planejamentos simulam um faturamento bruto mensal em torno de R$ 13.629,36 por CNPJ, que é um valor de referência calculado com base na tabela progressiva de 2024 para evitar a migração para faixas mais elevadas da tabela do Simples (Anexo III, serviços de saúde – Receita Federal, 2024).

    Esse valor de R$ 13.629,36 não é o teto legal do Anexo III, mas uma meta de faturamento otimizada por CNPJ usada por consultorias para manter alíquota efetiva mais baixa, com planejamento tributário.

    Na calculadora, você deve informar:

    • Regime: Simples Nacional – Anexo III (serviços de saúde)
    • Faturamento estimado mensal: por exemplo, entre R$ 10.000 e R$ 30.000
    • A calculadora calculará uma alíquota efetiva aproximada de imposto (entre 6% e algo acima, conforme o faturamento).

    2.2. Passo 2 – Estimar a carga de impostos, taxas e custos administrativos

    Na saúde suplementar (atendimento por planos), uma parte relevante da receita é consumida por impostos, taxas e custos administrativos.

    • Estudos econômico-financeiros do setor indicam que impostos, taxas de operadoras, comissões e custos administrativos podem representar entre 40% e 60% da receita bruta dos consultórios em saúde suplementar (médicos, dentistas, psicólogos).[2]

    Isso significa que, de cada R$ 100 faturados:

    • R$ 40 a R$ 60 podem ir embora com tributos, taxas de planos, comissões, maquininha, sistemas, contabilidade e burocracia.

    Na calculadora, é útil ter um campo:

    • Percentual de impostos + taxas + custos administrativos: sugerir uma faixa inicial de 40% a 60% da receita bruta.

    Você pode testar diferentes cenários:

    • cenário conservador: 40%
    • cenário realista: 50%
    • cenário pessimista: 60%

    2.3. Passo 3 – Custos fixos mensais do consultório

    Aqui entram todos os gastos que você paga todo mês, independentemente de quantas consultas realiza.

    Exemplos de custos fixos:

    • aluguel e condomínio
    • energia, internet, telefone
    • software de prontuário, agenda e telemedicina
    • contabilidade
    • materiais de escritório e insumos básicos
    • marketing, site, gerenciamento de redes

    Se você tiver funcionários (secretária, auxiliar, recepcionista), precisa considerar encargos trabalhistas e previdenciários.

    Estudos contábeis para o setor de saúde indicam:

    • Para um salário de R$ 2.000,00 mensais, o custo anual médio de encargos trabalhistas e previdenciários por empregado gira em torno de R$ 28.839,00, o que equivale a cerca de 20% adicionais sobre o salário base, considerando INSS patronal, FGTS e provisões.[2]

    Convertendo para mês:

    • R$ 28.839,00 / 12 ≈ R$ 2.403,25/mês de encargos por funcionário
    • Custo real mensal de um funcionário com salário de R$ 2.000,00: aprox. R$ 4.400,00 (salário + encargos)

    Na calculadora, inclua campos como:

    • Aluguel e condomínio (R$/mês)
    • Salários de funcionários (R$/mês) – somando todos
    • Encargos trabalhistas (R$/mês) – você pode usar um percentual, por exemplo 40% a 80% sobre a folha, dependendo da composição
    • Outros custos fixos (R$/mês)

    O total será o custo fixo mensal.

    2.4. Passo 4 – Definir pró-labore mínimo e margem de lucro

    Você deve separar claramente:

    • Pró-labore: remuneração pelo trabalho do profissional
    • Lucro: retorno sobre o negócio (consultório/clínica)

    Uma forma prática na calculadora:

    • Campo Pró-labore desejado (R$/mês)
    • Campo Margem de lucro alvo (% sobre o faturamento) – por exemplo, 15% a 30%

    Como os estudos indicam que 40% a 60% da receita bruta já é consumida por impostos, taxas e custos administrativos, a margem de lucro precisa ser realista para que a conta feche.[2]

    Se você deseja, por exemplo, uma margem de lucro líquido de 20% sobre o faturamento, a calculadora precisa garantir que:

    • Receita bruta = custos totais (incluindo pró-labore) + lucro (20%)

    2.5. Passo 5 – Estimar a capacidade de atendimento

    A calculadora depende de quantas consultas você realmente consegue faturar.

    Defina na calculadora:

    • Dias trabalhados por mês (ex.: 20 dias)
    • Consultas por dia (ex.: 10 consultas)
    • Taxa de ocupação da agenda:
      • 100% de agenda cheia é raro
      • use cenários de 50%, 70% e 90%

    A quantidade de consultas faturadas no mês será:

    [ \text{Consultas faturadas} = \text{Dias úteis} \times \text{Consultas/dia} \times \text{Ocupação} ]

    Essa informação vai para o denominador da fórmula do preço.


    3. Como os planos de saúde influenciam o preço da consulta

    Para médicos, dentistas e psicólogos que atendem saúde suplementar, é crucial entender a economia dos planos.

    3.1. Percentual da mensalidade que volta em serviços

    Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, os planos médico-hospitalares gastaram 81,9% da receita de mensalidades com despesas assistenciais (sinistralidade), que incluem consultas, exames, terapias e internações.[2]

    • Esse índice é usado por consultorias para estimar quanto da mensalidade retorna efetivamente em serviços para credenciados ao simular honorários e reajustes.

    3.2. Impacto dos medicamentos no custo assistencial

    O Mapa Assistencial da Saúde Suplementar 2019–2024 aponta que:

    • os gastos com medicamentos representaram 10,2% das despesas médico-hospitalares dos planos em 2024
    • isso é um aumento de 40% em relação a 2019.[2]

    Esse aumento pressiona o custo assistencial total considerado pelas operadoras na negociação de honorários, o que, na prática, tende a limitar reajustes de tabela de consultas.

    Na sua calculadora, isso entra como parâmetro de cenário:

    • valores de consulta pagos por planos tendem a ter reajustes menores que a inflação de custos do consultório;
    • por isso, você deve simular preço particular mínimo que compense a defasagem dos planos.

    4. Montando uma calculadora prática para 2026–2027

    A seguir, um modelo de estrutura de calculadora que você pode usar em planilha ou sistema próprio.

    4.1. Bloco 1 – Dados do consultório

    • Tipo de atividade: médico, odontológico, psicológico
    • Forma de atuação: particular, convênios ou misto
    • Regime tributário: Simples Nacional – Anexo III
    • Faturamento estimado mensal (R$)
    • Percentual de impostos + taxas + custos administrativos (%): sugerir 40–60%

    4.2. Bloco 2 – Custos fixos mensais

    • Aluguel e condomínio: R$
    • Energia, internet, telefone: R$
    • Sistemas (prontuário, telemedicina, agenda): R$
    • Contabilidade: R$
    • Marketing (site, redes, anúncios): R$
    • Salários de funcionários: R$
    • Encargos trabalhistas e previdenciários: R$ (pode ser calculado automaticamente usando a referência de R$ 28.839,00/ano em encargos para salário de R$ 2.000,00 por funcionário)
    • Outros custos fixos: R$

    Total de custos fixos mensais (CF)

    4.3. Bloco 3 – Pró-labore e lucro

    • Pró-labore desejado mensal: R$ (ex.: R$ 8.000,00)
    • Lucro desejado (% sobre o faturamento): ex.: 20%

    4.4. Bloco 4 – Capacidade de atendimento

    • Dias trabalhados por mês (D): ex.: 20
    • Consultas/dia (C): ex.: 10
    • Taxa de ocupação da agenda (T): 50%, 70% ou 90%

    [ \text{Consultas faturadas/mês (Q)} = D \times C \times T ]

    4.5. Bloco 5 – Cálculo do preço-base da consulta

    1. Determinar o faturamento bruto necessário (FB):

    [ FB = \frac{CF + \text{Pró-labore}}{1 - (\text{Impostos+taxas+custos adm} + \text{Lucro desejado})} ]

    • Exemplo: se impostos + taxas + custos administrativos = 50% e lucro desejado = 20%, então:
      • soma = 70%
      • você terá apenas 30% da receita "disponível" para custear CF + pró-labore
    1. Calcular o preço da consulta:

    [ \text{Preço mínimo da consulta (P)} = \frac{FB}{Q} ]

    Esse P é o valor mínimo médio que você deve cobrar por consulta (considerando todos os pagadores) para atingir o resultado projetado.

    4.6. Bloco 6 – Diferenciar valores: particular x convênios

    É comum que o consultório tenha:

    • Preço particular (Pp)
    • Preço convênio (Pc) – muitas vezes tabelado

    Na calculadora, você pode estabelecer:

    • % da agenda em convênio
    • % da agenda em particular

    E verificar se, com a combinação Pp/Pc e essa mistura de agenda, você atinge o faturamento bruto necessário (FB).

    Se não atingir, a calculadora indica:

    • que você precisa subir o valor particular,
    • ou reduzir a dependência de convênios,
    • ou reduzir custos.

    5. Exemplos de simulação para 2026–2027

    5.1. Exemplo 1 – Consultório médico pequeno (pessoa jurídica)

    Premissas:

    • Regime: Simples Nacional – Anexo III
    • Faturamento alvo: próximo a R$ 13.629,36/mês para manter alíquota efetiva mais baixa em 2026–2027
    • Custos fixos:
      • aluguel + condomínio: R$ 3.000
      • energia/internet: R$ 600
      • sistemas: R$ 400
      • contabilidade: R$ 600
      • marketing: R$ 600
      • 1 recepcionista (salário R$ 2.000): custo total aprox. R$ 4.400
      • outros: R$ 400

    Total CF ≈ R$ 10.000/mês

    • Pró-labore: R$ 8.000
    • Impostos + taxas + custos adm: 50%
    • Lucro desejado: 20%
    • Dias trabalhados: 20
    • Consultas/dia: 10
    • Ocupação média: 70%

    Cálculos:

    • Consultas faturadas/mês (Q) = 20 × 10 × 0,7 = 140 consultas
    • FB = (CF + Pró-labore) / [1 − (0,50 + 0,20)]
      • FB = (10.000 + 8.000) / 0,30 = 18.000 / 0,30 = R$ 60.000 (faturamento bruto necessário)
    • Preço mínimo médio da consulta (P) = FB / Q = 60.000 / 140 ≈ R$ 428,57

    Esse valor médio precisa ser alcançado combinando consultas particulares e convênios.

    Se convênios pagam R$ 90 e você quiser manter parte da agenda neles, o preço particular terá de ser muito maior para elevar o valor médio.

    5.2. Exemplo 2 – Clínica odontológica com maior estrutura

    • Maior número de funcionários
    • Mais equipamentos e custos fixos
    • Mesma lógica de cálculo: custos sobem, logo o preço mínimo de consulta também precisa subir ou o volume de pacientes precisa aumentar.

    6.1. Médicos

    • Maior dependência de planos médico-hospitalares.
    • Influenciados diretamente pelos dados da ANS: 81,9% da receita de mensalidades transformada em despesas assistenciais e 10,2% dessas despesas com medicamentos em 2024, pressionando negociações de honorários.[2]
    • Recomenda-se usar a calculadora para projetar quanto precisa vir de consultas particulares e de serviços adicionais (procedimentos, telemedicina) para sustentar a margem.

    6.2. Dentistas

    • Mais custos de materiais e equipamentos dentro da própria consulta.
    • Devem adicionar na calculadora um bloco específico de custo variável por procedimento (materiais descartáveis, insumos, laboratório), por tipo de procedimento.
    • A lógica do preço mínimo da consulta continua válida, mas muitas vezes é preciso criar tabelas por procedimento (consulta, restauração, canal, prótese).

    6.3. Psicólogos

    • Consultas geralmente mais longas (50 minutos a 1 hora), o que reduz o número máximo de consultas por dia.
    • Devem focar na ocupação da agenda e na retenção de pacientes (pacotes, planos mensais) para garantir previsibilidade.
    • A calculadora precisa de atenção especial ao número de sessões por semana por paciente, já que isso impacta na disponibilidade de agenda para novos pacientes.

    7. Como usar a calculadora para negociar com operadoras em 2026–2027

    A calculadora não serve apenas para definir o valor particular, mas também para embasar a negociação de reajustes com operadoras.

    Use-a para:

    • demonstrar o impacto de sinistralidade (81,9%) sobre a sustentabilidade do consultório;
    • mostrar como o aumento de custos assistenciais com medicamentos (10,2% das despesas em 2024, alta de 40% vs. 2019) afeta a capacidade da operadora de reajustar;[2]
    • justificar a necessidade de honorários mais compatíveis com a estrutura de custos e com a qualidade do atendimento.

    Monte cenários:

    • cenário 1: operar apenas com a tabela atual da operadora
    • cenário 2: reajuste de X% na tabela
    • cenário 3: ajuste de mix de atendimentos (mais particular, menos convênio)

    Veja em qual cenário o consultório alcança ou não o lucro desejado.


    8. Erros comuns ao formar o preço da consulta

    • Começar pelo valor de mercado, sem olhar custos internos.
    • Ignorar custos trabalhistas completos (salário não é o custo total).
    • Subestimar impostos e taxas de operadores (ficar abaixo dos 40% de referência).
    • Não simular cenários de ocupação menor da agenda (mês ruim, férias, sazonalidade).
    • Não separar pró-labore de lucro, misturando remuneração pessoal com resultado do negócio.

    Usar uma calculadora estruturada e atualizada para 2026–2027 é a forma mais segura de evitar esses erros.


    9. Checklist para sua calculadora de preço de consulta (2026–2027)

    Antes de decidir o valor da próxima consulta, confira se sua calculadora contempla:

    • Regime tributário e faixa do Simples (incluindo meta de faturamento em torno de R$ 13.629,36 por CNPJ para otimizar alíquota em serviços de saúde)
    • Percentual de impostos, taxas de operadoras, comissões e custos administrativos (faixa de 40% a 60% da receita bruta)
    • Custos fixos detalhados e custo real de funcionários (considerando encargos anuais em torno de R$ 28.839,00 para salário de R$ 2.000,00)
    • Pró-labore separado do lucro desejado
    • Capacidade realista de atendimento (número de consultas e taxa de ocupação)
    • Simulações diferentes para particular, convênios e mix de agenda
    • Cenários de reajuste para 2026 e 2027, considerando aumento de custos assistenciais na saúde suplementar

    Quanto mais completa for sua calculadora, mais previsível será o caixa do consultório e mais sólido será o planejamento para 2026 e 2027.


    FAQ – Calculadora de preço de consulta em saúde (2026–2027)

    1. Qual é o primeiro passo para calcular o preço da consulta?

      Comece levantando todos os custos fixos mensais, definindo o pró-labore mínimo e estimando o percentual de impostos + taxas + custos administrativos; depois, divida o faturamento necessário pelo número de consultas faturadas no mês.

    2. Como usar o valor de R$ 13.629,36 na simulação?

      Esse valor é uma meta de faturamento mensal por CNPJ frequentemente usada em simulações para manter uma alíquota mais vantajosa no Anexo III do Simples Nacional em serviços de saúde; você pode usá-lo como referência de faixa de faturamento ideal.

    3. Por que considerar 40% a 60% da receita em impostos e taxas?

      Porque levantamentos apontam que, no setor de saúde suplementar, a soma de impostos, taxas de operadoras, comissões e custos administrativos costuma consumir de 40% a 60% da receita bruta, então usar essa faixa torna a simulação mais realista.[2]

    4. Como incluir funcionários na calculadora de preço?

      Some o salário bruto mensal de cada funcionário aos encargos trabalhistas e previdenciários, que podem representar custo anual em torno de R$ 28.839,00 para um salário de R$ 2.000,00, e inclua esse total como parte do custo fixo.

    5. A calculadora serve para médicos, dentistas e psicólogos igualmente?

      Sim, a lógica financeira da calculadora é a mesma para todas as áreas; o que muda são detalhes como custos de materiais (maior na odontologia), duração típica das consultas (maior na psicologia) e grau de dependência de convênios (geralmente maior na medicina).


    Última atualização: janeiro de 2026

    Revisado por: Equipe Contabilidade Zen


    Perguntas Frequentes (FAQ)

    Qual é o primeiro passo para calcular o preço da consulta?

    Levantar custos fixos mensais, definir pró-labore e estimar impostos e taxas, depois dividir o faturamento necessário pelo número de consultas faturadas.

    Como usar o valor de R$ 13.629,36 na simulação de 2026–2027?

    Use como referência de meta de faturamento mensal por CNPJ para manter alíquota mais vantajosa no Anexo III do Simples Nacional em serviços de saúde.

    Por que considerar 40% a 60% da receita em impostos e taxas?

    Porque estudos indicam que impostos, taxas de operadoras, comissões e custos administrativos consomem 40% a 60% da receita bruta em consultórios de saúde suplementar.

    Como incluir funcionários na calculadora de preço de consulta?

    Somando salário mensal de cada funcionário aos encargos anuais estimados, como R$ 28.839,00 para salário de R$ 2.000,00, e inserindo esse total no custo fixo.

    A mesma calculadora serve para médicos, dentistas e psicólogos?

    Sim, a lógica é a mesma; apenas ajuste custos específicos, tempo de consulta e dependência de convênios para cada profissão.


    Fontes e Referências

    1. https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/manuais/orientacao-tributaria/receita-saude-2.1.pdf
    2. https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2025/guia-ampliacao-e-qualificacao-no-seu-municipio-mais-saude-na-familia.pdf
    3. https://www.gov.br/museus/pt-br/acesso-a-informacao/licitacoes-e-contratos/licitacoes/licitacoes-2025/pregao-90004_2025-convencao-coletiva-de-trabalho-rj.pdf
    4. https://www.gov.br/inpi/pt-br/servicos/marcas/classificacao-marcas/Lista_auxiliar_SERVIOS_janeiro_2026.pdf
    5. https://www.saude.sp.gov.br/resources/crh/gsdrh/pos-graduacao-2/doe06-10-2025edital-hcfmrp-2026-2027.pdf

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    O que dizem os especialistas

    "Na hora de usar uma calculadora de preço de consulta para 2026 e 2027, não comece pelo valor do mercado, e sim pelo seu custo por hora: some impostos, taxas das operadoras, custos fixos do consultório e um pró-labore mínimo desejado, depois divida pelas horas efetivamente faturáveis. A partir daí, adicione uma margem de lucro realista e simule diferentes cenários de ocupação; assim você evita consultas cheias e caixa vazio, garantindo sustentabilidade e previsibilidade do seu consultório."

    Contador Especialista - Contabilidade Zen

    Tags:

    calculadora preço de consulta
    formação de honorários médicos
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    Última atualização: janeiro de 2026

    Revisado por: Equipe Contabilidade Zen

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