Pular para o conteúdo principal
    Guias
    15 min de leitura

    ISS na telemedicina e telepsicologia: regras 2026–2027

    Entenda como definir o endereço do serviço e o ISS na NFS-e nacional para telemedicina e telepsicologia em modelo híbrido em 2026–2027.

    10 de janeiro de 2026Atualizado em janeiro de 2026

    Dados em Destaque

    100%

    das consultas psicológicas e psiquiátricas credenciadas pela SENAPPEN para atendimento a servidores poderão ser realizadas tanto presencialmente quanto online (modelo híbrido permitido pelo edital 24/2024, válido por 60 meses até 2029)

    Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN/MJSP) (2025)

    R$ 3.156.862,48

    é o valor total da contratação de equipamentos (caixas de som para audioconferência e câmeras de videoconferência) destinada à realização de atendimento clínico por telessaúde na Atenção Primária em Saúde do Distrito Federal, em processo licitatório específico

    Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal / Secretaria de Estado de Fazenda do DF (2024)

    R$ 217,85

    é o valor de referência definido pela SENAPPEN para consulta de triagem psicológica por profissionais credenciados, podendo ser realizada presencialmente ou online, em regime de pessoa física ou jurídica

    Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN/MJSP) (2024)

    Em 2026 e 2027, médicos e psicólogos que atuam em telemedicina e telepsicologia, no modelo híbrido (presencial + online), devem focar em três pilares fiscais: endereço do serviço na NFS-e nacional, local de incidência do ISS e padronização contratual com pacientes, clínicas e planos.

    Essa combinação é o que evita ISS em duplicidade, autuações municipais e problemas em credenciamentos públicos como o da SENAPPEN.


    1. Contexto 2026–2027: telemedicina, telepsicologia e modelo híbrido

    A partir de 2026, o cenário tributário dos serviços de saúde à distância no Brasil se consolida em três tendências práticas:

    • Expansão definitiva da telemedicina e telepsicologia como modalidade regular de atendimento.
    • Adoção crescente do modelo híbrido: parte das consultas presenciais, parte online.
    • Avanço da NFS-e nacional, que padroniza a emissão de notas e exige maior cuidado com o campo “local do serviço”.

    Na esfera pública, a teleassistência deixa de ser exceção e passa a ser padrão de planejamento:

    • 100% das consultas psicológicas e psiquiátricas credenciadas pela SENAPPEN para atendimento a servidores podem ser presenciais ou online, em modelo híbrido, conforme o Edital 24/2024, com vigência de 60 meses, até 2029 (SENAPPEN/MJSP, 2025).
    • O Distrito Federal licitou R$ 3.156.862,48 em equipamentos de telessaúde (caixas de som e câmeras de videoconferência) para atendimento clínico na Atenção Primária em Saúde, evidenciando a adoção estrutural do modelo remoto (SES/DF e SEF/DF, 2024).

    Para o profissional liberal ou clínica privada, essa realidade traz uma consequência direta: mais faturamento digital, mais NFS-e e mais atenção ao ISS.


    2. Valores de referência em atendimentos híbridos (SENAPPEN)

    Os credenciamentos da SENAPPEN ajudam a balizar valores médios de mercado para atendimentos presenciais e online, aceitando PF ou PJ:

    • R$ 217,85 – consulta de triagem psicológica (presencial ou online), por profissionais credenciados, em regime de pessoa física ou jurídica (SENAPPEN/MJSP, 2024).
    • R$ 204,61 – consulta de tratamento psicológico para servidores, presencial ou online, em credenciamento de clínicas e psicólogos (SENAPPEN/MJSP, 2024).
    • R$ 385,26consulta psiquiátrica (presencial ou online) em credenciamento para clínicas e profissionais autônomos, aplicável ao modelo híbrido (SENAPPEN/MJSP, 2024).

    Esses valores, ainda que vinculados a editais públicos, mostram que o poder público já precifica o híbrido como algo natural, não como exceção. Para fins fiscais, isso reforça que:

    • A natureza do serviço é a mesma, independentemente de ser presencial ou online.
    • O que muda, para ISS, é onde o serviço é considerado prestado – e isso se conecta ao endereço declarado na NFS-e nacional.

    3. NFS-e nacional: o que muda para médicos e psicólogos

    A NFS-e nacional (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica nacional) busca unificar o layout e simplificar a vida do prestador de serviços em todo o Brasil.

    Para telemedicina e telepsicologia em 2026–2027, os pontos mais sensíveis são:

    • Identificação do prestador: CPF/CNPJ e município de inscrição.
    • Código de serviço (LC 116/2003): normalmente enquadrado em serviços de saúde, como consultas médicas, psicológicas, psiquiátricas e semelhantes.
    • Endereço do prestador: o local onde você está estabelecido (consultório, clínica, coworking, home office formalizado).
    • Local da prestação do serviço / local da incidência do ISS: campo que, quando mal preenchido, gera duplicidade ou divergência de ISS.

    A NFS-e nacional não elimina as regras de ISS de cada município, mas obriga a coerência das informações. Para quem atende 100% online ou no modelo híbrido, isso significa:

    • Não dá mais para “ajustar” endereço a cada nota para tentar pagar menos imposto.
    • Municípios terão mais facilidade em cruzar dados e cobrar ISS em caso de inconsistências.

    4. ISS na telemedicina e telepsicologia: regra geral

    O ISS (Imposto Sobre Serviços) é um tributo de competência municipal. As regras básicas vêm da Lei Complementar 116/2003, mas cada município pode detalhar alíquotas, regimes (fixo x faturamento) e procedimentos.

    Para serviços de saúde (consultas médicas, psicológicas, psiquiátricas e assemelhadas), a regra tradicional é:

    • O ISS é devido no município do estabelecimento do prestador.
    • Quando não há estabelecimento, considera-se o domicílio do prestador.

    Na prática, para médicos e psicólogos que atendem online:

    • A consulta via telemedicina ou telepsicologia continua sendo considerada serviço de saúde prestado a partir do local onde o profissional está estabelecido.
    • O fato de o paciente estar em outro município ou até outro estado não desloca automaticamente a competência do ISS.

    Esse ponto é crítico no modelo híbrido: o mesmo profissional pode ter consultas presenciais e online na mesma semana, mas o ISS continua vinculado ao seu município-base de atuação, salvo exceções municipais específicas.


    5. A frase-chave: endereço do serviço e risco de ISS em duplicidade

    A questão central em 2026–2027 é entender que o “local do serviço” declarado na NFS-e nacional é o gatilho do ISS. A recomendação técnica pode ser sintetizada assim:

    "Em 2026 e 2027, com NFS-e nacional e atendimentos híbridos, o ponto crítico não é só ‘onde está o paciente’, mas qual endereço você informa como local do serviço, pois é daí que nasce o ISS – e muitos médicos e psicólogos pagam imposto em duplicidade por errar nesse detalhe. Defina um único endereço tributário coerente com seu modelo (clínica física, home office ou coworking), padronize esse dado em todas as NFS-e e contratos de telemedicina/telepsicologia e revise se o município exige ISS fixo ou por faturamento: essa decisão simples costuma representar a maior economia tributária nesses serviços mistos presencial–online." — Thomas Broek, Contador Especialista - Contabilidade Zen

    Desdobrando essa orientação em passos práticos:

    1. Escolha 1 endereço tributário principal:

      • Pode ser a clínica física onde você atende.
      • Pode ser um coworking de saúde onde você mantém sala registrada, ainda que atenda mais online.
      • Pode ser um home office, desde que aceitável pela legislação municipal.
    2. Padronize esse endereço:

      • Em todas as NFS-e emitidas (inclusive via NFS-e nacional).
      • Em contratos com planos de saúde, empresas e órgãos públicos.
      • Em cadastros profissionais (CRM, CRP) e no CNPJ ou inscrição municipal.
    3. Verifique o regime de ISS do município:

      • Alguns municípios permitem ISS fixo (valor mensal por profissional) para sociedades uniprofissionais.
      • Outros exigem ISS sobre o faturamento bruto mensal.

    Uma definição errada, como emitir NFS-e em um município enquanto mantém cadastro ativo em outro, pode gerar:

    • Cobrança de ISS pelos dois municípios (duplicidade).
    • Glosas em contratos públicos e privados.
    • Dificuldade para comprovar regularidade fiscal em credenciamentos como o da SENAPPEN.

    6. Como definir o endereço do serviço em atendimentos híbridos

    No modelo híbrido (presencial + online), o profissional precisa definir uma lógica única para o endereço do serviço. Alguns cenários típicos:

    6.1. Médico ou psicólogo com clínica física principal

    • Possui consultório próprio ou clínica registrada em um município.
    • Atende parte dos pacientes presencialmente nessa clínica.
    • Atende outros pacientes 100% online (telemedicina/telepsicologia).

    Boas práticas:

    • Definir a clínica física como endereço tributário principal.
    • Emitir todas as NFS-e — de consultas presenciais e online — com esse mesmo endereço de estabelecimento.
    • Pagar o ISS ao município da clínica, independentemente de onde está o paciente.

    6.2. Profissional que atua em coworking de saúde

    • Aluga sala por hora ou período em um coworking médico/psicológico.
    • Pode ou não ter agenda presencial recorrente, mas mantém a base formal ali.

    Boas práticas:

    • Formalizar o endereço do coworking como base de estabelecimento (contrato, cadastro municipal, NFS-e).
    • Usar sempre o mesmo endereço na emissão da NFS-e nacional, inclusive em atendimentos 100% online.

    6.3. Profissional com home office (sem clínica aberta ao público)

    • Atende exclusivamente online ou com visitas pontuais.
    • Não mantém consultório convencional.

    Boas práticas:

    • Confirmar com o município se é permitido registrar endereço residencial como domicílio tributário para prestação de serviços de saúde.
    • Se permitido, utilizar este endereço residencial em todas as NFS-e.

    Em todos os casos, o objetivo é evitar múltiplos endereços conflitantes, que podem levar a discussões sobre onde o ISS é devido.


    7. ISS fixo x ISS sobre faturamento: impacto para tele e híbrido

    A escolha entre ISS fixo e ISS sobre faturamento pode representar a maior economia tributária para médicos e psicólogos em 2026–2027.

    7.1. ISS fixo (sociedades uniprofissionais)

    Alguns municípios permitem que médicos e psicólogos se enquadrem em sociedades uniprofissionais, pagando um valor fixo de ISS por profissional, independentemente do faturamento.

    • Vantajoso para quem tem alto faturamento (muitos atendimentos presenciais e online).
    • Requer que o contrato social esteja adequado ao modelo exigido pela legislação municipal.

    7.2. ISS sobre faturamento (regime normal)

    Quando não há regime fixo ou os requisitos não são atendidos, aplica-se o ISS sobre o faturamento bruto mensal:

    • Alíquota usual entre 2% e 5% (dependendo do município).
    • Incide sobre todas as consultas, presenciais e online, faturadas via NFS-e.

    A decisão tributária deve considerar:

    • Projeção de faturamento anual com base nas referências de mercado (por exemplo, valores de R$ 204,61, R$ 217,85 e R$ 385,26 definidos pela SENAPPEN para atendimentos híbridos de psicologia e psiquiatria).
    • Número médio de atendimentos por mês.
    • Exigências locais para constituição de sociedade de profissionais.

    8. Diferenças práticas entre médicos e psicólogos

    Do ponto de vista legal-tributário do ISS, médicos e psicólogos são tratados de forma parecida: ambos prestam serviços de saúde, sujeitos ao ISS municipal conforme a LC 116/2003.

    Contudo, há algumas diferenças práticas relevantes:

    • Conselhos de classe:

      • Médicos: CRM e regras do CFM para telemedicina.
      • Psicólogos: CRP e resoluções específicas de telepsicologia.
    • Modelos de contratação:

      • Psiquiatras são frequentemente contratados para perícias, laudos e credenciamentos específicos, como no edital da SENAPPEN com valor de referência de R$ 385,26 por consulta híbrida.
      • Psicólogos têm forte atuação em atendimentos seriados de tratamento, com valores como R$ 204,61 por sessão.
    • Estrutura de clínicas:

      • Clínicas médicas geralmente reúnem várias especialidades, com impacto na discussão de ISS fixo vs faturamento.
      • Clínicas de psicologia podem se organizar como sociedade civil de profissionais, mas precisam adequar contrato social às exigências municipais.

    Do ponto de vista de NFS-e nacional e ISS, porém, a lógica principal é a mesma:

    • Definir endereço tributário único e coerente.
    • Padronizar esse endereço na emissão de todas as notas (presencial + online).
    • Verificar se o município admite ISS fixo e se o enquadramento é viável.

    9. Contratos de telemedicina e telepsicologia: o que alinhar com a parte fiscal

    Para quem atende convênios, empresas ou órgãos públicos (como a SENAPPEN), é essencial que os contratos estejam alinhados com a estratégia fiscal.

    Checklist mínimo:

    • Endereço do prestador no contrato deve ser o mesmo usado na NFS-e.
    • Município de recolhimento de ISS deve estar claro, evitando cláusulas que imponham retenções indevidas.
    • Em atendimentos híbridos, especificar que a prestação pode ocorrer presencialmente ou online, mas que o estabelecimento do prestador continua sendo o mesmo.
    • Quando houver retenção de ISS na fonte, verificar se o município pagador tem competência para reter (em geral, não deveria deslocar a competência quando o serviço é típico de estabelecimento do prestador).

    No caso específico de editais como o da SENAPPEN (com 100% de flexibilidade entre presencial e online e valores padronizados), o prestador deve cuidar para que:

    • Os valores faturados estejam em conformidade com os tetos definidos (R$ 217,85, R$ 204,61, R$ 385,26, conforme o tipo de consulta).
    • A NFS-e emitida corresponda ao mesmo município de estabelecimento apresentado no credenciamento.

    10. Erros fiscais mais comuns em 2026–2027 (e como evitar)

    Para médicos e psicólogos em telemedicina/telepsicologia, estes são os erros mais frequentes:

    • Usar endereço do paciente como local do serviço:

      • Motivo: interpretação equivocada de que o ISS deve seguir o município do tomador em qualquer serviço remoto.
      • Risco: pagamento de ISS no município do paciente e cobrança posterior do município do prestador.
    • Emitir NFS-e em diferentes municípios com CNPJ ou CPF vinculado a apenas um deles:

      • Ex.: profissional cadastrado em São Paulo capital, mas emitindo notas como se estivesse em cidades onde o paciente reside.
      • Risco: autuações e glosas em credenciamentos e contratos com empresas.
    • Misturar regime de ISS fixo e faturamento sem controle:

      • Ex.: sociedade enquadrada em ISS fixo, mas emitindo NFS-e com descrição de serviços que descaracterizam a uniprofissionalidade.
    • Não atualizar cadastros:

      • CNPJ e inscrição municipal com um endereço, contratos com outro, NFS-e com terceiro endereço.

    Para evitar esses problemas em 2026–2027, recomenda-se:

    • Fazer um diagnóstico tributário do modelo atual.
    • Definir e documentar um endereço tributário único.
    • Padronizar contratos, NFS-e, cadastros e materiais de credenciamento.

    11. Passo a passo prático para 2026–2027

    Passo 1 – Mapeie seu modelo de atendimento

    • Qual o percentual de consultas presenciais e online?
    • Atende pacientes em outros municípios/estados?
    • Atua como PF, MEI, LTDA, sociedade uniprofissional?

    Passo 2 – Escolha o endereço tributário principal

    • Priorize o local onde você de fato se organiza profissionalmente (clínica, coworking, home office permitido).
    • Confirme se o município tem regras específicas para teleatendimento.

    Passo 3 – Revise o regime de ISS

    • Cheque se existe regime de ISS fixo para médicos/psicólogos.
    • Simule o impacto financeiro com base no faturamento previsto, usando como referência valores médios de mercado (por exemplo, anuais derivados de R$ 204,61, R$ 217,85 e R$ 385,26 por atendimento híbrido).

    Passo 4 – Padronize a NFS-e nacional

    • Cadastre o endereço principal como local de estabelecimento.
    • Use sempre o mesmo código de serviço adequado a consultas médicas/psicológicas.
    • Indique o mesmo município de incidência de ISS em todas as notas.

    Passo 5 – Alinhe contratos e credenciamentos

    • Atualize contratos com clínicas, empresas, planos e órgãos públicos.
    • Ajuste cláusulas de ISS para refletir corretamente o município competente.

    12. Oportunidades de planejamento tributário para 2026–2027

    Médicos e psicólogos que se organizarem corretamente podem obter ganhos tributários relevantes:

    • Redução de carga de ISS ao optar, quando viável, por regime fixo em vez de faturamento.
    • Melhor uso de deduções e despesas na apuração do IRPF ou IRPJ/CSLL, especialmente em contextos de alto volume de atendimentos híbridos.
    • Maior competitividade em editais públicos (como os da SENAPPEN) por apresentar situação fiscal regular e previsível.

    No cenário em que a própria administração pública já investe milhões de reais em infraestrutura de telessaúde (como os R$ 3.156.862,48 no DF) e estabelece valores de referência claros para consultas híbridas, quem estrutura corretamente seu modelo fiscal tende a se posicionar melhor para contratos de longo prazo entre 2026 e 2029.


    FAQ – Perguntas frequentes

    1. Onde devo considerar o local do serviço para ISS em telemedicina e telepsicologia em 2026–2027?
      O ISS, em regra, é devido no município do estabelecimento do prestador (clínica, coworking ou home office permitido), e não onde está o paciente.

    2. Posso usar o endereço do paciente como local de incidência do ISS na NFS-e nacional?
      Não é recomendável para consultas médicas e psicológicas típicas: isso costuma contrariar a regra geral da LC 116/2003 e pode gerar ISS em duplicidade entre municípios.

    3. Atendo presencial e online; preciso de dois endereços diferentes na nota?
      Não. O ideal é definir um único endereço tributário principal e usá-lo para todas as NFS-e, tanto de atendimentos presenciais quanto online.

    4. O modelo híbrido (presencial + online) muda a alíquota de ISS?
      Não. A alíquota e o regime (fixo ou faturamento) dependem do município e do enquadramento do prestador, não do fato de o atendimento ser presencial ou remoto.

    5. Os valores de referência da SENAPPEN valem como tabela obrigatória para todos?
      Não. São valores de referência para credenciamentos específicos da SENAPPEN (por exemplo, R$ 204,61, R$ 217,85 e R$ 385,26), mas servem como parâmetro de mercado para planejamento financeiro e tributário.


    Última atualização: janeiro de 2026
    Revisado por: Equipe Contabilidade Zen


    Perguntas Frequentes (FAQ)

    Onde o ISS é devido em consultas online de médicos e psicólogos?

    Em regra, no município do estabelecimento do prestador (clínica, coworking ou home office permitido), não no município do paciente.

    Preciso usar endereços diferentes para atendimentos presenciais e online?

    Não. O recomendável é definir um único endereço tributário principal e usá-lo em todas as NFS-e emitidas.

    O modelo híbrido altera a alíquota ou o regime de ISS?

    Não. A alíquota e o regime (fixo ou sobre faturamento) dependem da legislação do município, não do canal do atendimento.

    Posso ser tributado em dois municípios diferentes pelo mesmo atendimento online?

    Sim, se você informar endereços divergentes e permitir retenções indevidas. Por isso é crucial padronizar o endereço do serviço.

    Os valores de referência da SENAPPEN são obrigatórios no setor privado?

    Não, mas servem como parâmetro de mercado e ajudam a projetar faturamento e impacto tributário em atendimentos híbridos.


    Fontes e Referências

    1. https://diariolegislativo.almg.gov.br/2025/L20251023.pdf

    Leia Também

    O que dizem os especialistas

    "Em 2026 e 2027, com NFS-e nacional e atendimentos híbridos, o ponto crítico não é só ‘onde está o paciente’, mas qual endereço você informa como local do serviço, pois é daí que nasce o ISS – e muitos médicos e psicólogos pagam imposto em duplicidade por errar nesse detalhe. Defina um único endereço tributário coerente com seu modelo (clínica física, home office ou coworking), padronize esse dado em todas as NFS-e e contratos de telemedicina/telepsicologia e revise se o município exige ISS fixo ou por faturamento: essa decisão simples costuma representar a maior economia tributária nesses serviços mistos presencial–online."

    Contador Especialista - Contabilidade Zen

    Tags:

    ISS telemedicina
    NFS-e nacional saúde
    tributação telepsicologia

    Última atualização: janeiro de 2026

    Revisado por: Equipe Contabilidade Zen

    Artigos relacionados

    Guias
    7 min

    Obrigações Acessórias 2025: Clínicas Médicas SP

    Em 2025, clínicas médicas, odontológicas e de psicologia em SP devem entregar SPED EFD até dia 15, REINF até 20 e DCTFWeb até 18 mensalmente. Multas por atraso variam de R$500 a 5% do valor. Organização mensal evita autuações e garante conformidade fiscal.

    Ler mais
    Guias
    7 min

    Otimizar Pró-Labore Psicólogos PJ 2025

    Psicólogos PJ otimizam pró-labore em 2025 limitando-o ao mínimo para INSS e FGTS (R$1.412), distribuindo lucros isentos de IR no Simples Nacional, reduzindo carga tributária em até 30% e liberando recursos para atendimentos.

    Ler mais

    Quer saber mais sobre contabilidade para profissionais da saúde?

    Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudar você a pagar menos impostos de forma legal.

    Fale com um especialista

    Utilizamos cookies

    Nosso site utiliza cookies para análise de tráfego e melhoria da experiência. Ao aceitar, você concorda com nossa Política de Privacidade e nossos Termos de Uso.

    Contabilidade Zen

    Online agora

    Olá! 👋 Como posso te ajudar hoje?

    agora

    Iniciar conversa